quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O CICLO CELULAR E A REGULAÇÃO DA REPLICAÇÃO CELULAR

         A replicação de células é geralmente estimulada pelos fatores de crescimento ou pela sinalização de componentes da MEC através das integrinas.Para obter  a replicação e divisão do DNA, a célula passa por uma sequência altamente controlada de eventos conhecida como ciclo celular. Cada fase do ciclo é dependente da própria ativação e finalização da fase prévia. O ciclo será interrompido no local em que a função genética essencial estiver deficiente. Devido ao seu papel central na manutenção da homeostase tecidual e regulação dos processos de crescimento fisiológico,como a regeneração e a reparação, o CICLO CELULAR TEM CONTROLES E REDUNDÂNCIAS MÙLTIPLAS, PARTICULARMENTE DURANTE A TRANSI:”AO ENTRE AS FASES G1 e S. Esses controles incluem os ativadores e inibidores, bem com os mecanismos dos pontos de controle.

CÉLULAS- TRONCO



        As células- tronco são caracterizadas por sua capacidade prolongada de auto-renovação e por sua replicação assimétrica. A replicação assimétrica descreve uma propriedade especial das células –tronco; isto é, em toda divisão celular, uma das células retém sua própria capacidade de renovação enquanto outras entram numa via de diferenciação e é convertida  numa população madura e não-divisora. Esse conceito tem sido, entretanto modificado para postular  que a assimetria existe dentro de toda uma população de células tronco em vez de uma única divisão delas. Assim, dentro de um grupo de células-tronco algumas se auto-replicam outras se diferenciam. Está claro que as células-tronco estão presentes em muitos tecidos em animais adultos e contribuem para a manutenção da homeostase tecidual.
      Atualmente, muito esforço tem sido devotado ao isolamento e à caracterização fenotípica das células-tronco. Ainda que o desenvolvimento de marcadores específicos para reconhecê-las seja um desafio continuado, uma série de novas observações revolucionou e energizou as pesquisas de células-tronco. Entre essas, estão: (1) a identificação de células-tronco e seus nichos em vários tecidos,incluindo o cérebro,que fora considerado um órgão quiescente permanente; (2) o reconhecimento de que as células-tronco de vários tecidos e, particularmente, da medula óssea possa ter uma plasticidade evolutiva ampla; e (3) a realização de que algumas células-tronco presentes nos tecidos de humanos e camundogos possam ser similares às células-tronco embrionárias.

CICATRIZAÇÃO DA FERIDA CUTÂNEA


        Ainda que a maioria das lesões cutâneas cicatrize eficientemente, o produto final pode não see funcionalmente perfeito. Os anexos epidérmicos não se regeneram e mantêm uma cicatriz de tecido conjuntivo em lugar de rede mecanicamente eficiente de colágeno na derme não-ferida. Em feridas muito superficiais, o epitélio é reconstituído e pode haver pouca formação cicatricial. Em contraste marcado coma cicatrização da ferida em adultos, as feridas cutâneas fetais cicatrizam sem a formação de cicatriz, até a idade de gestação média em alguns animais. Essas feridas mostram pouca informação e praticamente nenhuma fibrose, provavelmente devido à expressão diferencial das isoformas do TGF-β, que são menos fibrogênicos que o TGF-β1.
        A cicatrização da ferida cutânea é geralmente dividida em três fases: (1) INFLAMAÇÃO(precoce e tardia); (2) FORMAÇÃO DO TECIDO DE GRANULAÇÃO E REEPITELIZAÇÃO; e (3) CONTRAÇÃO DA FERIDA, DEPOSIÇÃO DA MEC, e REMODELAGEM.Essa s fases se sobrepõem e sua separação é, de certa forma, arbitrária. Todavia, elas ajudam a compreender a sequência de eventos na cicatrização da ferida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CICATRIZAÇÃO

         A cicatrização é em geral uma resposta tecidual (1) a um ferimento(comumente na pele), (2) aos processos inflamatórios nos órgãos internos, ou (3) à necrose celular em órgãos incapazes de regeneração. Nesta definição abrangente, também devem-se incluir condições como a aterosclerose, considerada uma tentativa de cicatrização à lesão da parede arterial.A cicatrização consiste, variavelmente, em dois processos distintos: regeneração e deposição do tecido fibroso, ou formação cicatricial.Os ferimentos superficiais, como um ferimento cutâneo que somente danifica o epitélio, podem cicatrizar por regeneração epitelial. OS ferimentos cutâneos incisionais e excisionais que danificam a derme cicatrizam através da formação de uma cicatriz de colágeno. A cicatrização ocorre também no miocárdio após a infartação, pois o tecido original não é reconstituído, sendo substituído por colágeno. As condições inflamatórias da pleura, do peritônio e do pericárdio, com frequência, cicatrizam através da formação cicatricial, criando aderências entre as camadas visceral e parietal desses tecidos. O desenvolvimento de uma cicatriz fibrosa e densa o pericárdio pode levar a uma condição grave denominada pericardite constritiva. 

REGENERAÇÃO

        A regeneração refere-se ao crescimento de células e tecidos para substituir estruturas perdidas, como por ex: o crescimento de um membro amputado nos anfíbios.Nos mamíferos, todos os órgãos e tecidos complexos raramente se regeneram após a cicatrização, e o termo é aplicado,em geral, a certos processos, como crescimento do fígado e do rim após, respactivamente, hepatectomia parcial e nefrectomia unilateral. Esses processos consistem em crescimento compensatório em vez de regeneração verdadeira.Os tecidos com alta capacidade proliferativa, como o sistema hematopoiético, os epitélios cutâneos e o trato gastrointestinal, renovam-se continuamente e podem regenerar-se após uma lesão, enquanto as células-tronco desses tecidos não forem destruídas.
        A regeneração requer uma arquitetura de tecido conjuntivo intacta.

sábado, 16 de outubro de 2010

CALCIFICAÇÃO METASTÀTICA

          Ocorre em tecidos normais sempre que houver hipercalcemia, tal hipercalcemia pode ser estimulada por diversos fatores: aumento de secreção hormonal da paratireóide,destruição do tecido ósseo, com consequente liberação de cálcio na circulação (ex: sarcoidose); e em insuficiência renal, que causa a retenção de fosfato, levando a um hiperparatireoidísmo secundário.
          A calcificação pode ocorrer em todo o corpo, entretanto afeta principalmente os tecidos intersticiais da mucosa gástrica, rins, pulmões, artérias sistêmicas e veias pulmonares.
          Em geral ela não causa disfunção clínica significativa. Entretanto, pode ocorrer deficiência respiratória no caso de envolvimento intenso dos pulmões e insuficiência renal nos depósitos maciços nos rins(nefrocalcinose).   

CALCIFICAÇÃO

  

          Quando sais (fosfatos,carbonatos e citratos) de cálcio (e também de ferro,magnésio,e outros)são depositados em tecidos frouxos não osteóides, em órgãos parenquimatosos, parede dos vasos, e em pleuras ou meninges, enrigecendo-os.
          CONCEITUAÇÃO:

          A deposição patológica de minerais e sais de cálcio pode ocorrer nos tecidos em duas formas: na calcificação distrófica ou local e na calcificação metastática ou geral ou discrásica ou gota cálcica.

          CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA:

          É a mais frequente e ocorre de maneira mais localizada nos tecidos conjuntivos fibrosos hialinizados em lenta e prolongada degeneração, como na parede de vasos esclerosados(ex; placas ateromatosas), em tendões , em válvulas cardíacas, e em alguns tumores (ex: meningiomas,carcinomas mamários).
          Ocorre também nas áreas de necroses antigas e não reabsorvidas ,como na linfadenite caseosa da tuberculose,nos infartos antigos, ao redor de parasitas e larvas mortas, na necrose enzimática das gorduras da pancreatite, nos abcessos crônicos de difícil resolução e em trombos venosos crônicos.
          Muitas das vezes a calcificãção distrófica é apenas um sinal de uma lesõao prévia,entretanto é típica de algumas doenças graves(ex: arteriosclerose).