quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CICATRIZAÇÃO DA FERIDA CUTÂNEA


        Ainda que a maioria das lesões cutâneas cicatrize eficientemente, o produto final pode não see funcionalmente perfeito. Os anexos epidérmicos não se regeneram e mantêm uma cicatriz de tecido conjuntivo em lugar de rede mecanicamente eficiente de colágeno na derme não-ferida. Em feridas muito superficiais, o epitélio é reconstituído e pode haver pouca formação cicatricial. Em contraste marcado coma cicatrização da ferida em adultos, as feridas cutâneas fetais cicatrizam sem a formação de cicatriz, até a idade de gestação média em alguns animais. Essas feridas mostram pouca informação e praticamente nenhuma fibrose, provavelmente devido à expressão diferencial das isoformas do TGF-β, que são menos fibrogênicos que o TGF-β1.
        A cicatrização da ferida cutânea é geralmente dividida em três fases: (1) INFLAMAÇÃO(precoce e tardia); (2) FORMAÇÃO DO TECIDO DE GRANULAÇÃO E REEPITELIZAÇÃO; e (3) CONTRAÇÃO DA FERIDA, DEPOSIÇÃO DA MEC, e REMODELAGEM.Essa s fases se sobrepõem e sua separação é, de certa forma, arbitrária. Todavia, elas ajudam a compreender a sequência de eventos na cicatrização da ferida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CICATRIZAÇÃO

         A cicatrização é em geral uma resposta tecidual (1) a um ferimento(comumente na pele), (2) aos processos inflamatórios nos órgãos internos, ou (3) à necrose celular em órgãos incapazes de regeneração. Nesta definição abrangente, também devem-se incluir condições como a aterosclerose, considerada uma tentativa de cicatrização à lesão da parede arterial.A cicatrização consiste, variavelmente, em dois processos distintos: regeneração e deposição do tecido fibroso, ou formação cicatricial.Os ferimentos superficiais, como um ferimento cutâneo que somente danifica o epitélio, podem cicatrizar por regeneração epitelial. OS ferimentos cutâneos incisionais e excisionais que danificam a derme cicatrizam através da formação de uma cicatriz de colágeno. A cicatrização ocorre também no miocárdio após a infartação, pois o tecido original não é reconstituído, sendo substituído por colágeno. As condições inflamatórias da pleura, do peritônio e do pericárdio, com frequência, cicatrizam através da formação cicatricial, criando aderências entre as camadas visceral e parietal desses tecidos. O desenvolvimento de uma cicatriz fibrosa e densa o pericárdio pode levar a uma condição grave denominada pericardite constritiva. 

REGENERAÇÃO

        A regeneração refere-se ao crescimento de células e tecidos para substituir estruturas perdidas, como por ex: o crescimento de um membro amputado nos anfíbios.Nos mamíferos, todos os órgãos e tecidos complexos raramente se regeneram após a cicatrização, e o termo é aplicado,em geral, a certos processos, como crescimento do fígado e do rim após, respactivamente, hepatectomia parcial e nefrectomia unilateral. Esses processos consistem em crescimento compensatório em vez de regeneração verdadeira.Os tecidos com alta capacidade proliferativa, como o sistema hematopoiético, os epitélios cutâneos e o trato gastrointestinal, renovam-se continuamente e podem regenerar-se após uma lesão, enquanto as células-tronco desses tecidos não forem destruídas.
        A regeneração requer uma arquitetura de tecido conjuntivo intacta.

sábado, 16 de outubro de 2010

CALCIFICAÇÃO METASTÀTICA

          Ocorre em tecidos normais sempre que houver hipercalcemia, tal hipercalcemia pode ser estimulada por diversos fatores: aumento de secreção hormonal da paratireóide,destruição do tecido ósseo, com consequente liberação de cálcio na circulação (ex: sarcoidose); e em insuficiência renal, que causa a retenção de fosfato, levando a um hiperparatireoidísmo secundário.
          A calcificação pode ocorrer em todo o corpo, entretanto afeta principalmente os tecidos intersticiais da mucosa gástrica, rins, pulmões, artérias sistêmicas e veias pulmonares.
          Em geral ela não causa disfunção clínica significativa. Entretanto, pode ocorrer deficiência respiratória no caso de envolvimento intenso dos pulmões e insuficiência renal nos depósitos maciços nos rins(nefrocalcinose).   

CALCIFICAÇÃO

  

          Quando sais (fosfatos,carbonatos e citratos) de cálcio (e também de ferro,magnésio,e outros)são depositados em tecidos frouxos não osteóides, em órgãos parenquimatosos, parede dos vasos, e em pleuras ou meninges, enrigecendo-os.
          CONCEITUAÇÃO:

          A deposição patológica de minerais e sais de cálcio pode ocorrer nos tecidos em duas formas: na calcificação distrófica ou local e na calcificação metastática ou geral ou discrásica ou gota cálcica.

          CALCIFICAÇÃO DISTRÓFICA:

          É a mais frequente e ocorre de maneira mais localizada nos tecidos conjuntivos fibrosos hialinizados em lenta e prolongada degeneração, como na parede de vasos esclerosados(ex; placas ateromatosas), em tendões , em válvulas cardíacas, e em alguns tumores (ex: meningiomas,carcinomas mamários).
          Ocorre também nas áreas de necroses antigas e não reabsorvidas ,como na linfadenite caseosa da tuberculose,nos infartos antigos, ao redor de parasitas e larvas mortas, na necrose enzimática das gorduras da pancreatite, nos abcessos crônicos de difícil resolução e em trombos venosos crônicos.
          Muitas das vezes a calcificãção distrófica é apenas um sinal de uma lesõao prévia,entretanto é típica de algumas doenças graves(ex: arteriosclerose).

sábado, 25 de setembro de 2010

Inflamação-Alterações vasculares

As alterações no fluxo e calibre vasculares começam pouco após a lesão e desenvolvem-se em velocidades variáveis,de acordo com aintensidade da lesão.As alterações ocorrem na seguinte ordem:
  • Após uma vasoconstricção inconstante e transitória das arteríolas,que dura alguns segundos,ocorre vasodilatação.Esta envolve primeiro as arteríolas e,depois,resulta na abertura de novos leitos capilares na área.assim,sobrevém um aumento do fluxo sanguíneo,queé causa do calor e do eritema.a duração da vasodilatação depende do estímulo,mas é suscedida pelo próximo evento,alentemento da circulação.
  • O alentecimento da circulação decorre do aumento da permeabilidade da microvasculatura,com o extravasamento de líquido rico em proteína para dentro do tecido extravasculares.A perda de liquidoresulta na concentração de hemácias nos pequenos vasos e aumento da viscosidade sanguínea,refletidopela presença de vasos pequenos dilatados repletos de hemácias-distúrbio denominado ESTASE.
  • Quando a ESTASE se desenvolve,começa-se a ver uma orientação periférica dos leucócitos,principalmente neutrófilos,ao longo do endotélio vascular-processo denominado MARGINAÇÃO LEUCOCITÁRIA.

Aminas Vasoativa

As duas aminas,histaminas e serotonina,são especialmente importantes porque estão disponíveis em reservas pré-formadas e estão entre os primeiros mediadores a serem liberados durante a inflamação.

     HISTAMINA
È amplamente distribuída nos tecidos,sendo a fonte mais rica os mastócitos,que estão normalmente presentes no tecido conjuntivoadjacente aos vasos sanguíneos.Também é encontrado em basófilos e plaquetas sanguíneos.A histamina pré-formada está presente nos grânulos de mastócitos e é liberada por desgranulaçãodessas células em resposta a uma variedade de estímulos:(1)lesão física como um traumatismo,frio,ou calor,(2)reações imunes envolvendo a ligação de anticorpos aos mastócitos...
No ser humano a histamina causa dilatação das arteríolas e aumenta a permeabilidade vascular das Vênulas.È CONSIDERADO O PRINCIPAL MEDIADOR DA FASE IMEDIATA DE AUMENTO DE PERMEABILIDADE VASCULAR,PRODUZINDO LACUNAS VENULARES.Atua sobre a microcirculação principalmente através dos receptores H1.

    SEROTONINA
É um segundo mediador vasoativo pré-formado com ações semelhantes às histaminas.Está presente nas plaquetas e células enterocromafins,e nos mastócitos em roedores,mas não no reh humano.
A liberação de serotonina(e histamina)das plaquetas é estimulada quando as plaquetas se agregam após contato com colágeno,trombina,difosfato de adenosina(ADP) e complexos antígeno-anticorpo.A agregação e liberação plaquetária também são estimuladas pelo fator ativador plaquetário(FAP),proveniente dos mastócitos durante reações mediadas por IgE.Desse modo,a reação de liberação plaquetária resulta em aumento da permeabilidade durante reações imunológicas.